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Comer chocolate engorda, faz mal? Acompanhe alguns benefícios que esse sinonimo de gordice pode fazer para você

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É um mito e ao mesmo tempo uma tradição culpar o chocolate, ou dizer que o mesmo faz mal a saude? Com uma boa escolha do tipo de chocolate, você pode manter essa delícia em sua dieta tradicional sem problemas.

Comer chocolate engorda, faz mal? Acompanhe alguns benefícios que esse sinonimo de gordice pode fazer para você

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Você já deve saber que o chocolate preto, ou seja, com maior quantidade de cacau tende a fazer menos mal, correto?

Isso é porque, geralmente vai menos açúcar refinado, e consequentemente mais do fruto cacau in natura. Abaixo vamos detalhar como, que tipo e com que frequência pode comer chocolate sem culpa. Fique com as opiniões dos nutricionistas Andrezza Botelho, de São Paulo, e Clayton Camargos, de Brasília:

Aposte no chocolate certo

O ideal é optar pelo chocolate amargo, que contém cerca de 50% a 85% de cacau, pouco açúcar e entre 250 a 450mg de antioxidantes. Em seguida, o mais indicado é o meio amargo e, então, o chocolate ao leite. “Normalmente, os chocolates ao leite possuem mais manteiga de cacau, o que significa maior porcentagem de gordura e menor efeito benéfico para o corpo”, explica Andrezza. Já o chocolate branco deve ser a última opção, pois não possui cacau e nem substâncias antioxidantes. Outro cuidado que se deve ter é em relação à escolha pelo chocolate diet. “Ele é indicado, especialmente, para pacientes diabéticos, que têm restrição ao consumo de açúcar. Não é recomendado para pessoas que desejam perder peso, visto que o açúcar é substituído por gordura, aumentando seu valor calórico”, conclui a especialista.

comer chocolate sem culpa

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Fuja dos excessos

Evite comprar –e comer- grandes quantidades de chocolate apenas por empolgação. Vale mais consumir uma pequena porção de doce de boa qualidade do que muito chocolate de má qualidade. “Algumas pessoas podem ter enxaqueca por sensibilidade ou devido à ação de substâncias vasodilatadoras presentes no chocolate. Outras podem ter sensibilidade a certos componentes, como leite e glúten. Em excesso, o chocolate pode causar distúrbios intestinais devido ao alto teor de gorduras. Além disso, ele contém gorduras saturada e hidrogenada, o que prejudica o coração e pode levar ao aumento da celulite e da acne”, alerta Andrezza.


 
De sobremesa pode!

“Comer chocolate com o estômago vazio faz aumentar os níveis de açúcar no sangue e, na hora da queda, a fome pode bater ainda mais forte”, conta Andrezza. Por isso, aposte em uma refeição rica em proteínas e fibras. “O indicado é consumir até 10g de chocolate meio amargo ao dia”, salienta.

Pequenas delícias

Escolhas menores são mais inteligentes. Um ovo de Páscoa de tamanho grande pode ter até 1.075 calorias, enquanto os pequenos têm cerca de 72 calorias. “O cérebro não diferencia a quantidade de  chocolate consumida, a liberação de serotonina – o hormônio da felicidade – é a mesma”, finaliza a especialista.

Agora, vejam o que diz o conceituado nutricionista Clayton Camargos sobre o tema.

O chocolate é um alimento que contém vitaminas A, do complexo B, C, E, D, além de minerais como ferro, magnésio, potássio e fósforo, e também proteínas. Embora ofereçam mais calorias procedentes de gorduras e açúcares, diversas pesquisas apontam que a versão amarga do chocolate possui alto teor de flavonoides, que são antioxidantes que auxiliam na redução dos riscos de doenças cardiovasculares.

“Portanto, o chocolate amargo pode ser a melhor opção, sobretudo, porque apresenta alta concentração de catequinas encontradas no cacau, que protegem a saúde dos vasos e artérias. Entretanto, nenhuma investigação científica relacionou os efeitos benéficos à saúde com o consumo de chocolate branco, apenas com os tipos mais amargos”, observa o nutricionista.

Segundo ele, o chocolate também pode ser considerado um alimento estimulante, pois em sua composição são encontradas substâncias como a cafeína e a teobromia. “Ambas podem aumentar o estado de excitação, repercutindo sobre o incremento da serotonina, que é um neurotransmissor associado ao controle do humor, mas que deve ser consumido com parcimônia por indivíduos portadores de transtorno de ansiedade e síndrome do pânico”, adverte.

Clayton diz que costuma orientar pelo menos 13 g de chocolate amargo/dia, considerando os benefícios antioxidantes dos flavonóides: consumir menos do que isso não é suficiente para alcançar os efeitos protetores desse alimento.

Ele continua: “Vale alertar que o excesso pode ser comprometedor: o chocolate possui 06 Kcal por grama de peso. E é importante ter atenção para que um consumo peculiar à páscoa não se estenda para além deste período. Sugiro consumi-lo com moderação, e durante a Páscoa até comer um pouco além da rotina, mas não fazer desse “pouquinho a mais” uma regra no dia-a-dia.”

Outro ponto importante: não adquira ovos de chocolates muito grandes, isso pode estender o feriado da Páscoa para além do necessário.

 

Créditos: Ana Paula Scinocca (Estadão)

 

 

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